quinta-feira, 13 de outubro de 2011

7 LIÇÕES DE OURO

1. “A inovação define líderes e seguidores”
A inovação só conhece um limite: a imaginação. Quem quiser ganhar um lugar de destaque tem que pensar de forma original, além dos quatro cantos do seu escritório. A inovação não precisa ser tecnológica, pode ser um novo meio de fazer as coisas, com mais simplicidade e eficiência, uma abordagem diferente em relação ao cliente, uma linha de design mais elegante.

2. “Seja um fanático pela qualidade. A maioria das pessoas não está acostumada a um ambiente onde a excelência é a regra”.
A excelência não admite atalhos. Para alcançá-la, além de estabelecê-la como prioridade, terá que empenhar tempo, talento, habilidades e dinheiro para alcançar aqueles dois passos a mais, que fazem toda a diferença.

3. “A única maneira de fazer um grande trabalho é amar o que você faz. Se você ainda não encontrou o trabalho que preenche seus sonhos, não se acomode. Com todas as forças do seu coração, saberá quando encontrar”.
Felicidade, sucesso e excelência se alcançam por quatro palavras: ‘faça o que ama’. Encontre a profissão que lhe dê um senso de profundo significado, direção e satisfação na vida, o que contribuirá não apenas para sua saúde e longevidade, mas também na maneira como vai enfrentar os tempos difíceis, quando vierem.

4. ‘Um conceito do budismo é ‘uma mente aprendiz’. É maravilhoso ter uma mente aprendiz’.
Uma mente aprendiz vê as coisas como são, e num relance pode perceber o significado real de atos e pessoas. Desenvolver uma mente aprendiz inclui observar o mundo e as coisas livre de preconceitos, julgamentos e fórmulas prontas, como uma criança que descobre o ambiente ao seu redor cheio de curiosidade e êxtase. Sabe aquelas perguntas óbvias que as crianças fazem que não conseguimos responder? Aí está a mente aprendiz.

5. “Eu sou a única pessoa que eu conheço que perdeu 250 MILHÕES DE DÓLARES em um ano. É o tipo de coisa que molda um caráter”.
Não confunda cometer erros com ser um erro. Não há pessoa de sucesso que não tenha cometido erros na vida, e as que tiveram mais sucesso foram as que arriscaram mais, cometeram mais erros, aprenderam com eles e melhoraram sua performance. Steve Jobs, assim como Michael Jordan, seguiram este caminho. Você pode encarar um erro como uma besteira a ser esquecida, ou como um resultado que aponta uma nova direção.

6. “Nós existimos para deixar uma marca no universo. De outra maneira, por que estaríamos aqui?”
Você já percebeu que temos coisas imensas a alcançar nesta vida, e estas conquistas futuras acabam sob o pó da rotina enquanto nos servimos mais uma xícara de café e nos enrolamos com nossas pequenas burocracias?

7. “Nosso tempo de vida é limitado, não gaste-o vivendo a vida de outras pessoas”.
Não fique preso a dogmas, não deixe o ruído de outras pessoas vencer sua voz interior e, mais importante, tenha a coragem de seguir seu coração e intuição que, em algum nível, já conhecem a verdade. Todo o resto é secundário.
Você já cansou de viver os projetos e sonhos de outras pessoas? É da nossa vida de que estamos falando, e temos todo o direito de definir e percorrer nosso caminho individual, sem os grilhões ou sutis barreiras criadas por outras pessoas.
É preciso se dar a chance de nutrir suas qualidade criativas, livre de pressões e medos que, na maior parte das vezes, nós mesmos construímos ao nosso próprio redor.
(Steve Jobs)

domingo, 2 de outubro de 2011

Marcas, um negócio da “China”!

De cada tênis Nike fabricado na China, os chineses recebem apenas US$ 0,04 dólares. É isso mesmo, quatro centavos de dólar americano. Esta é uma afirmação feita por um dos maiores especialistas em marketing do mundo, Philip Kotler, em um congresso da HSM. Seu apontamento refere-se à importância de se construir uma marca forte, uma marca que seja desejada pelos consumidores, uma marca que tenha diferencial competitivo para sustenta-la frente à concorrência predadora de hoje.
Na verdade Kotler não cita tal informação como sua, ele lê um manifesto de algum produtor chinês, que revoltado, comenta que já está mais do que na hora de a China começar a criar “marcas de valor”.
Não sei se Kotler fez tal citação para questionar o valor de uma marca ou, se a citação foi feita por preocupar-se com o poder que a China tem nas mãos.
Os americanos são muito bons em utilizar o marketing, em fazer com que desejemos suas marcas, e isso é o que os torna potentes. Eles dominam a criação de marcas de valor e domínio mundial. Os chineses estão com a manufatura destas marcas, e nós? O que temos nós?
Se os chineses estão preocupados em criar marcas de valor, devemos começar a nos preocupar. Cada vez mais pessoas buscam valor e preço baixo aliados, combinação “impossível” de existir. Talvez até aqui. A partir daqui, a partir da força econômica na qual a China vem se transformando, nada é impossível. Logo veremos que esta combinação é mais do que possível.
Quando a China conseguir emplacar algumas marcas de valor no mercado, marcas que desejemos como as que hoje nos “obrigam” a fazer contas e contas, para ver se cabe no orçamento, quando este dia chegar, nós, brasileiros, com a nossa economia subdesenvolvida, fornecedores de produtos manufaturados, sem o processo que agrega valor, neste dia, as coisas podem complicar-se bastante.
Porque, apesar de o orçamento estar apertado, muitas pessoas desdobram-se em dois, três, dez, para dar conta de pagar prestações dos “supérfluos” que em dado momento desejaram e compraram e, sem antes quitar tais prestações, compram novos produtos, outras marcas, as mesmas marcas, por puro desejo de se sentirem parte de algo.
Parte de algo? Sim, as marcas nos possibilitam pertencer a um grupo, muitas vezes um seleto grupo, outras vezes um grande grupo, mas trata-se sempre de algum grupo.
Pertença, desejo este que nasceu de uma necessidade, a mais básica, a de sobreviver. Hoje o “sobreviver” ainda é buscado, talvez não no sentido literal da palavra, mas, falando de marcas, de grupos de pertença, o sobreviver, torna-se necessário no contexto social, a sobrevivência social, ser aceito. E isto algumas grandes marcas entendem e ajudam a proporcionar a muita gente.
A China, os chineses, as marcas chinesas, estão de olho, há muito em nossa cultura, que não é nada difícil de “des”codificar, para tentar entendê-la e suprí-la com seus “supérfluos”. E, pasmem, conseguirão. 

domingo, 25 de setembro de 2011

China...

Até agora o que me preocupava era a entrada dos produtos chineses "muito" mais baratos que os nossos. O que eles querem agora é construir "marcas de valor". Isso é assustador...logo eu postarei um texto sobre. É melhor começarmos a nos preocupar...

Ah, desculpem a demora para voltar aqui, é uma questão de hábito, já estava mais do que na hora de voltar. Até mais!

3M lança película para personalização automotiva...

Inovar é uma das palavras de ordem, e ninguém melhor do que a 3M para nos ensinar este termo.

http://www.cidademarketing.com.br/2009/n/8045/3m-lana-pelcula-para-personalizao-automotiva.html

coisas simples como esta fazem da 3M uma grande empresa, visão!

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Por que os brasileiros não reagem?

Recebi este texto esta semana de um amigo e resolvi publicá-lo. Primeiro por concordar com o texto, achei bastante interessante. Segundo, por ser eu um indignado com a roubalheira que acontece diante dos nossos olhos e nada fazemos. Mea culpa, afinal, sou mais um que não se revolta, que prefere manter a "política" da boa vizinhança a me indispor com algo que fere os direitos alheios. O texto é uma bela provocação.


* Texto de Juan Arias, correspondente do jornal espanhol EL PAÍS no Brasil
O fato de que em apenas seis meses de governo a presidente Dilma Rousseff tenha tido que afastar dois ministros importantes, herdados do gabinete de seu antecessor Luiz Inácio Lula da Silva (o da Casa Civil da Presidência, Antonio Palocci – uma espécie de primeiro-ministro – e o dos Transportes, Alfredo Nascimento), ambos caídos sob os escombros da corrupção política, tem feito sociólogos se perguntarem por que neste país, onde a impunidade dos políticos corruptos chegou a criar uma verdadeira cultura de que “todos são ladrões” e que “ninguém vai para a prisão”, não existe o fenômeno, hoje em moda no mundo, do movimento dos indignados.
Será que os brasileiros não sabem reagir à hipocrisia e à falta de ética de muitos dos que os governam? Não lhes importa que tantos políticos que os representam no governo, no Congresso, nos estados ou nos municípios sejam descarados salteadores do erário público? É o que se perguntam não poucos analistas e blogueiros políticos.
Nem sequer os jovens, trabalhadores ou estudantes, manifestaram até agora a mínima reação ante a corrupção daqueles que os governam.
Curiosamente, a mais irritada diante do saque às arcas do Estado parece ser a presidente Rousseff, que tem mostrado publicamente seu desgosto pelo “descontrole” atual em áreas do seu governo e tirou literalmente – diz-se que a purga ainda não acabou – dois ministros-chave, com o agravante de que eram herdados do seu antecessor, o popular ex-presidente Lula, que teria pedido que os mantivesse no seu governo.
A imprensa brasileira sugere que Rousseff começou – e o preço que terá que pagar será elevado – a se desfazer de uma certa “herança maldita” de hábitos de corrupção que vêm do passado. E as pessoas das ruas, por que não fazem eco ressuscitando também aqui o movimento dos indignados? Por que não se mobilizam as redes sociais?
O Brasil, que, motivado pela chamada marcha das Diretas Já (uma campanha política levada a cabo durante os anos 1984 e 1985, na qual se reivindicava o direito de eleger o presidente do país pelo voto direto), se lançou nas ruas contra a ditadura militar para pedir eleições, símbolo da democracia, e também o fez para obrigar o ex-presidente Fernando Collor de Mello (1990-1992) a deixar a Presidência da República, por causa das acusações de corrupção que pesavam sobre ele, hoje está mudo ante a corrupção.
As únicas causas capazes de levar às ruas até dois milhões de pessoas são a dos homossexuais, a dos seguidores das igrejas evangélicas na celebração a Jesus e a dos que pedem a liberalização da maconha.
Será que os jovens, especialmente, não têm motivos para exigir um Brasil não só mais rico a cada dia ou, pelo menos, menos pobre, mais desenvolvido, com maior força internacional, mas também um Brasil menos corrupto em suas esferas políticas, mais justo, menos desigual, onde um vereador não ganhe até dez vezes mais que um professor e um deputado cem vezes mais, ou onde um cidadão comum depois de 30 anos de trabalho se aposente com 650 reais (300 euros) e um funcionário público com até 30 mil reais (13 mil euros).
O Brasil será em breve a sexta potência econômica do mundo, mas segue atrás na desigualdade social, na defesa dos direitos humanos, onde a mulher ainda não tem o direito de abortar, o desemprego das pessoas de cor é de até 20%, frente a 6% dos brancos, e a polícia é uma das que mais matam no mundo.
Há quem atribua a apatia dos jovens em ser protagonistas de uma renovação ética no país ao fato de que uma propaganda bem articulada os teria convencido de que o Brasil é hoje invejado por meio mundo, e o é em outros aspectos. E que a retirada da pobreza de 30 milhões de cidadãos lhes teria feito acreditar que tudo vai bem, sem entender que um cidadão de classe média europeia equivale ainda hoje a um brasileiro rico.
Outros atribuem o fato à tese de que os brasileiros são gente pacífica, pouco dada aos protestos, que gostam de viver felizes com o muito ou o pouco que têm e que trabalham para viver em vez de viver para trabalhar.
Tudo isso também é certo, mas não explica que num mundo globalizado – onde hoje se conhece instantaneamente tudo o que ocorre no planeta, começando pelos movimentos de protesto de milhões de jovens que pedem democracia ou a acusam de estar degenerada – os brasileiros não lutem para que o país, além de enriquecer, seja também mais justo, menos corrupto, mais igualitário e menos violento em todos os níveis.
Este Brasil, com o qual os honestos sonham deixar como herança a seus filhos e que – também é certo – é ainda um país onde sua gente não perdeu o gosto de desfrutar o que possui, seria um lugar ainda melhor se surgisse um movimento de indignados capaz de limpá-lo das escórias de corrupção que abraçam hoje todas as esferas do poder.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

O que te motiva?


Um dos maiores desafios que tenho enfrentado ao final de cada uma de minhas palestras, é o de comunicar ao público que “não basta sair dali motivado”. É preciso buscar a motivação constantemente. Explico que a motivação não é uma vacina que se toma e pronto! Se nada for feito, é quase certo de que na semana seguinte, o mesmo padrão de pensamento de antes da palestra volte a reinar, e com ele, as mesmas velhas atitudes. É preciso tomar consciência de que estar motivado requer esforço, exige que você tenha tomado a decisão de se comprometer consigo mesmo, com seus resultados e com a realização daquilo que quer para sua vida.
Talvez você já tenha assistido a algumas palestras, mas não sentiu uma mudança efetiva em sua vida. É por isso que resolvi escrever esse artigo, para dizer que a responsabilidade é sua. Mas calma, manter a chama acessa pode ser mais fácil do que você imagina. O novo livro do escritor Dan Pink – Motivação 3.0, fala sobre o que realmente motiva as pessoas. Ele destaca três pontos fundamentais, são eles; Autonomia, Maestria e Propósito.
Pesquisas recentes mostram que as pessoas ficam mais motivadas quando sentem que aquilo que estão fazendo, é o resultado de uma INICIATIVA própria. Não é de estranhar que a quantidade de empreendedores esteja aumentando cada vez mais no Brasil, e por outro lado há o aumento da desmotivação de equipes quando são lideradas por gerentes autoritários.  O segundo ponto diz respeito à maestria que só é conquistada com a repetição sistemática de ações que o levem a ser o melhor naquilo que faz. Buscar a MAESTRIA, portanto, motiva as pessoas. E por fim, ter um PROPÓSITO. Ter um propósito ou missão pessoal é o motor da motivação, e provavelmente é a palavra que mais se aproxima do sentimento de vibração e energia que as pessoas sentem quando tem a visão do que vieram fazer nesse mundo. Eu descobri que o que me mantém motivado é o fato de ter clareza a respeito da minha missão pessoal, que é inspirar as pessoas a se sentirem mais motivadas e dispostas a viver em alto desempenho, conseguindo assim melhores resultados em suas vidas e carreiras.
 Infelizmente a maioria das pessoas ainda está lutando para se manterem em seus empregos. Sem se importar se estão ou não realizando algo grandioso em suas vidas, contanto que o dinheiro entre na conta no começo de cada mês. O que fazer? Em primeiro lugar, você precisa, como disse no começo desse artigo, tomar a decisão de se comprometer, de mudar, de fazer melhor do que está fazendo hoje. Procure entender a visão e a missão da empresa que trabalha e descubra se estão alinhadas com seus valores pessoas. Descubra como pode gerar mais valor dentro da empresa.  Converse com seu chefe… Converse com as pessoas… Trabalhe para ser o melhor naquilo que faz, e finalmente, encontre um tempo em sua agenda para pensar a respeito do que realmente move você. Quais são seus gostos? O que você faria de graça e sem reclamar? Qual é a sua causa? Você tem uma? As respostas a essas perguntas podem levar você a uma nova maneira de enxergar aquilo que faz, e, como consequência disso, fazer com que você se sinta com mais energia e motivação para elevar seus resultados a outro nível.
Fonte: Texto de Fernando Oliveira retirado de www.fernandooliveira.com.br/blog 

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Liderança sustentável: não são apenas números

É a história clássica. Em um ano, o líder empresarial tem números excelentes para mostrar nos relatórios. Festas, comemorações, prêmios para os responsáveis. Acionistas com um sorriso de orelha a orelha e funcionários com bônus largo no fim do ano. Mas isso só dura naquele ano. Logo vem a crise global e todos, sem dó nem piedade, são afetados. Os resultados polpudos viram prejuízos em relatórios semestrais, os acionistas reclamam por uma atitude, os clientes não respeitam mais a sua marca e os funcionários iniciam uma evasão em massa. 
E aí, você está na gestão de um negócio importante. Como se prevenir em situações como esta? É possível garantir bons resultados sempre?
O que se deve ter em mente como primeira regra é: não estamos falando apenas sobre números. Agregue a palavra “sustentabilidade” à sua vida. Aquela mesmo, tão falada nos últimos tempos e que não tem só a ver com pensamentos ambientais. Vamos ao sentido da palavra. Sustentável vem de sustentação. É algo que se sustenta, se permite estar na mesma posição por muito tempo. Como se sua empresa estivesse em uma mesa com vários pés. Se um deles sair debaixo de você, a sustentação acaba e você cai.
Segundo o professor e headhunter Luiz Carlos Cabrera, o melhor conceito de desenvolvimento sustentável foi criado por Gro Harlem Bruntland, ex-ministra da Noruega, em 1987: “Desenvolvimento sustentável é suprir as necessidades da geração presente sem afetar as habilidades das gerações futuras de suprir as suas”. É bem essa a ideia mesmo. Não precisamos salvar o mundo ou partir para teorias mirabolantes que coloquem tudo em ordem em um passe de mágica. O fundamental é fazermos o melhor que pudermos, sem atrapalhar o desenvolvimento futuro, buscando, nas atividades diárias, o equilíbrio entre os aspectos econômicos, sociais, culturais e ambientais. Prover o melhor agora para as pessoas, o planeta e o meio ambiente, para que as próximas gerações possam fazer o mesmo.
O conceito de liderança sustentável está em voga hoje, mas é algo que deveria ser visto desde sempre. Ao mesmo tempo em que uma mesa não se sustenta sem um dos pés, uma empresa não fica de pé sem um de seus apoios. E não é só o lucro. Falamos de funcionários, fornecedores, clientes, acionistas, comunidade... Toda uma cadeia de pessoas e processos relacionados com as suas operações. Principalmente em tempos de crise, quando os lucros diminuem e o perigo de quebra pode ser iminente. E você, como líder, deve tomar as principais decisões que levarão (ou não) a sustentabilidade de sua empresa. Como bem apontou o professor do MIT Peter Senge no último Fórum Mundial de Liderança e Alta Performance: “Em um momento de crise, todo mundo fica esperando que alguém faça alguma coisa e, em geral, chamamos isso de liderança”. E quem vai se diferenciar é quem pensar na frente e liderar para o futuro.
Os períodos de crise são extremamente úteis para esta discussão, pois neste momento vem à tona os valores mais profundos de uma organização e o caminho para as decisões fica mais claro. Desse modo, enquanto a maioria das empresas amarga a retração, muitas, por outro lado, vão melhorar significativamente sua participação de mercado.
Ter uma liderança sustentável é pensar de várias maneiras com várias finalidades, mas com o foco em tornar o negócio sustentável de uma forma que ele não dependa mais ou menos de um dos “pés da mesa”.  A igualdade entre os pilares que a sustenta deve ser equilibrada e focada nos resultados, sem medo de tomar atitudes. Como bem lembrou Peter Senge: “Em estado de medo, nós concentramos nossa atenção automaticamente e, ao fazê-lo, a nossa consciência periférica, assim como nossa visão periférica, desaparece, e entramos num baixo estado de consciência. É a maneira de nos focarmos na ameaça.” Na opinião de Senge, muitas empresas estão aterrorizadas e, assim, estão reagindo sem pensar - ou não estão pensando mais perifericamente.
Por isso, este é o momento de agir com consciência e pensando nos pilares que o levantam. Tenha foco nos seus resultados, mas não deixe de pensar em ações socialmente corretas, tanto com o meio ambiente afetado pelos seus negócios quanto com as pessoas ao seu redor. Pegue os valores de sua empresa (e também os seus) e pratique ações culturalmente aceitas, zelando assim pelas coisas em que você acredita e sendo ético e sincero com a sociedade. Pense no impacto que você causa e discuta com fornecedores, acionistas e a comunidade que o cerca. Faça com que as pessoas que trabalham ao seu lado tenham um ciclo de vida profissional que seja interessante tanto para ela quanto para a empresa. E entenda que algumas coisas decididas não vão ter resultados imediatos, muitas coisa são trabalhos de longo prazo. Mas como lembramos lá no começo: isto não é apenas sobre números. É a busca de um equilíbrio ideal entre o que você tem como objetivos e o que esperam de você. Afinal de contas, a mesa precisa ficar de pé.
Podemos encerrar esse chamado à liderança sustentável com as dicas de Luiz Carlos Cabrera para que você atue como líder que pensa em sustentabilidade no dia-a-dia.
• Não seja superficial. Isso é perigoso. Não dê respostas “mais ou menos”. Não chute. Isso deixa marcas indeléveis. Se você não domina ou não conhece um assunto, é melhor dizer “não sei”.
• Quando estiver perseguindo objetivos, não perca o foco. Muitas vezes, não focamos o que é realmente importante, e acabamos fazendo muitas coisas ao mesmo tempo, dispersando a nossa energia. Reza uma lenda que um profissional foi contratado para drenar um pântano, em um espaço determinado de tempo. Como, ao iniciar o trabalho, deparou com jacarés que habitavam o pântano, passou a centrar esforços na eliminação dos jacarés. Conclusão: embora tenha conseguido aniquilar boa parte dos jacarés, ao final do prazo contratado, o profissional não conseguiu cumprir o objetivo para o qual havia sido chamado, que era drenar o pântano.
• Nunca desdenhe o trabalho e nem a educação. Desdenhar alguma coisa como uma tarefa, um projeto ou uma atividade, pode acarretar marcas negativas. Evite isso.
• Tenha um propósito na vida, abrace uma causa, viva uma vida que valha a pena ser contada e não adie as coisas. Você pode e deve exercer sua liderança de forma a se orgulhar dela e de tal modo que possa descrevê-la, na sua biografia, com orgulho.
Fonte: http://www.hsm.com.br/artigos/lideranca-sustentavel-nao-sao-apenas-numeros 

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Amil lançará novos planos de saúde desenvolvidos para a classe C

Atento à ascensão da classe C no Brasil, o grupo Amil fará uma grande campanha na mídia a partir de maio para lançar um novo leque de planos de saúde queagregue mais clientes desse segmento. A companhia desenvolveu um modelo diferenciado para ofertar serviços a um custo até 25% menor do que no padrão seguido tradicionalmente.
Após aquisição da Medial e de pequenas operadoras, o diretor comercial do Grupo, Norberto Birman, destaca que a empresa pretende ampliar a participação da classe média na sua carteira, queatualmente está na faixa de 15% a 20%. 


“A despeito de o grupo Amil estar trabalhando nas diferentecamadas da população, por exemplo, os planos One Health para a classe A, estamos prestando atenção nocrescimento da classe C no País e agora temos uma linha de produtos mais interessante para competir nesse mercado com o mote de garantirmos o acesso a medicina de qualidade a um custo viável”, disse Birman, que participou nesta quarta-feira (27/04) do comitê de Saúde da Amcham-São Paulo.
empresa, detentora das bandeiras One Health (classe A), Amil (classe B), Medial (classe Ce Dix/Amico (classes D e E), conta com 5,3 milhões de usuários, sendo um milhão de planos odontológicos, um milhão de planos médicos individuais e 3,3 milhões de planos médicos corporativos (35% referentes às pequenas e médiasempresas).


Dentro do orçamento


Os novos planos de saúde elaborados com ênfase na classe C possuem preços mais acessíveis pela conjunção de uma série de estratégias. Segundo o diretor, estarão disponíveis uma rede de hospitais satélitee uma equipe de médicos que seguem protocolos de atendimento com base científica, que levam econta as melhores práticas.
Outro diferencial é a formação de centros para atendimento a grupos específicos,como as clínicas de emagrecimento, de abordagem a problemas posturais, deimunologia, de gestação de alto risco, de planejamento familiar e para abandono do tabagismo. “Na área de dermatologia, por exemplo, reunimos jovens para orientar oconduzir os tratamentos de acne”, comentou. Dessa forma, a empresa atua na vertente preventiva e de maior efetividade dos tratamentos necessários versus custos.


Além dessas medidas, a política de coparticipação permite mensalidades maiscondizentecom os orçamentos das classeemergentes. “De acordo com a utilização (consultas e procedimentos), as pessoas pagam percentuais de coparticipação na mensalidadeCriamos um núcleo de monitoramento dos pacientes para que sejam realizados os exames preventivos e que o uso geral seja mais racional, quando há necessidade médica premente.” Nos meseem que a pessoa não usa os serviços médicos e laboratoriais, a economia é de até 25%.


Cadeia da saúde


Na reunião da Amcham, Elisa Bernd, gerente de pesquisas da Ipsos Public Affairs, apresentou o Observador Brasil, uma radiografia do consumidor em 2010, realizada para a Cetelem, braço de soluções de crédito no País do banco francês BNP Paribas.


O levantamento mostra evolução da classe C, que passou de 62,7 milhões debrasileiros em 2005, para um universo de 101,6 milhõeem 2010. De acordo comElisa, a força de consumo no mercado brasileiro é reconhecida e há um clima deotimismo devido a melhora na renda familiar, criação de vagas de empregos, acesso aocrédito, movimento de bancarização e incremento das políticas sociais.


especialista ressaltou que, depois de suprir as necessidades básicas, a classeemergente busca mais qualidade de vida, desenvolvendo hábitos mais saudáveis. Nesse sentido, há espaço para incremento nos necios de toda a cadeia da saúde noPaís, desde indústrias de medicamentos, farmácias, laboratórios e hospitais a operadoras de planos de saúde.


Existem oportunidadee cabe às empresas da área da saúde se adequarem a essesconsumidores, oferecerem produtos e serviços que atendam às necessidades financeiras e de manutenção de saúde”, afirmou. 
Na visão de Elisa, as empresas devem analisar e buscar aproximação com os clientes potenciais porque precisam derrubar barreiras culturais. “Essas pessoas nunca puderam pagar planos de saúde. Ainda há a percepção de que esses serviços sãocoisas para ricos.”

Por: Daniela Rocha

fonte: Amcham Brasil em www.amcham.com.br